quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Resenha: Para Onde Ela Foi - Gayle Forman

Sinopse: Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos não em milhas, não em continentes, não em anos , e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado. Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce.

O livro dessa vez é narrado por Adam, na passagem de três anos após o acidente que matou a família da Mia, são descritos os acontecimento de forma progressiva (depois do acidente) e regressiva (durante a recuperação da Mia até a separação deles).


Adam agora é um super star e sua banda, a Shooting Star é muito famosa, e Mia tornou-se uma violoncelista de sucesso, um dos prodígios da Julliard. Os dois estão separados e vivendo as consequências do término. Para Onde Ela Foi, não se inicia a partir do ponto final de Se Eu Ficar (confira a resenha aqui), porém a autora Gayle Forman, dividiu esse livro com a mesma lógica do primeiro.

E claro, a música é ainda mais presente nesse livro, pois ambos (Mia e Adam) se expressam através da música, ela é a grande conexão entre eles.

No começo da leitura fiquei revoltada com a Mia, acho que compartilhei da angústia do Adam, não entendi de início porque ela desapareceu da vida dele, e porque nunca voltou nem ao menos pra explicar.

O Adam de Se Eu Ficar, não existe mais, porém isso não é um ponto negativo, pois a autora conseguiu com louvor, imprimir outra versão dele, que está emocionalmente afetado pelas reviravoltas que sua vida deu nos últimos anos. Em Para Onde Ela Foi, vemos um Adam triste, cansado, afetado, arrogante, recluso e vivendo a espreita do fantasma de uma pessoa que nem sequer morreu.

Eu entendo que foi um baque grande, perder a família de uma só vez, e que ela precisava sair desse drama e tentar viver com isso, mas e o Adam? Como ela tentou seguir em frente sem o Adam? E quem o ajudou a passar por isso?

Foi difícil não ficar triste com as decisões e as consequências que elas trouxeram. O ressentimento do Adam e sua luta por continuar a seguir em frente, é angustiante, sobretudo, a intensidade do reencontro entre eles. Quando Mia e Adam se reencontram, passam uma noite inteira junto visitando os lugares mais inusitados de Nova Iorque, eles conversaram de tudo, menos do que realmente interessa. E assim como o Adam, eu também queria entender o que aconteceu e o porquê do silencio. Passamos pelo mesmo transtorno do personagem, ficamos a espera das respostas.

Quando terminei a leitura tive que decidir se iria gostar ou odiar o livro, pois a primeira vista, nos afeiçoamos como o sofrimento do Adam e nos deixamos levar com a “raiva” dele pela Mia. Mas com brilhantismo, Gayle nos apresenta uma escrita mais madura e menos inocente. E dessa vez a “deixa” ao leitor é a pergunta: É possível perdoar? A autora nos dar novas lições de vida, sobre perdão, amor, amizade, companheirismo e honestidade.

Com muito custo, consegui entender que a Mia precisava desse tempo para torna-se inteira, e compreendi que ela não queria que ele (Adam) vivesse a sua sombra, cultivando-a numa bolha.

A estória de Mia e Adam é linda, e sim o final é previsível, porém pra mim ficou acima das minhas expectativas reforçando mais uma vez o amadurecimento dos personagens e da história em si.

O meu exemplar, tanto de Se Eu Ficar, quanto de Para Onde Ela Foi, é da editora Novo Conceito. Eu amei tudo neles, capas, páginas (com desenhos de partituras), diagramação, margem e fonte.
Eu super recomendo a leitura, a autora é brilhante nos dois volumes, na diferenciação do ritmos dos dois livros, um é mais poético o outro mais embargado de emoções e os dois são fascinantes.

Espero que tenham gostado.
Bjs :* e até mais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário