quarta-feira, 8 de abril de 2015

Resenha: Amy e Matthew - Cammie McGovern

Sinopse: "Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos.Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realidade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa.À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... exceto o que mais importa."


Quando comprei Amy e Matthew pensei: “Ain esse livro deve ser bem fofinho” e logo remeti a Eleanor e Park, A Culpa É Das Estrelas e um pouco As Vantagens de Ser Invisível (acho que todo mundo tem essa mesma sensação). E ele realmente é fofo, mas o que não sabia era que era um livro que abordava tão profundamente o drama dos personagens e fiquei surpresa com o desenrolar da história.

Foi difícil visualizar a Amy em alguns momentos como realmente deveria, visto que a personagem é descrita com paralisia cerebral que a impede de andar e de falar, sendo auxiliada por um computador para reproduzir suas conversas. Acho que a dificuldade é por quê a narrativa em terceira pessoa não valoriza muito o apego com os personagens, nesse caso. Em primeira pessoa funcionaria melhor, principalmente com relação a personagem da Amy, seria mais fácil de visualizá-la.

Já o Matthew foi mais fácil de me apegar. Ao contrário de Amy, seu problema não é físico, ele tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Seus dramas, medos e questionamento eram mais vivos na história. Por isso se fez o meu personagem favorito. Me sensibilizei por seus problemas, como se ele fosse real. A maneira como ele lidou, ou tentou lidar, com os problemas era autentica e verossímil.

Não sei se gostei muito do rumo que a história levou, as escolhas de Amy foram meio insensatas e isso me deixou aflita. Porém a personagem tem uma força incrível e tocante. Amy é muito inteligente, e mostra que apesar de ser uma garota com limitações, não é muito diferente de outras pessoas e comete muitos deslizes em sua “relação” com Matthew.

Matthew por sua vez, se mostrou maduro, tentando realmente vencer seus medos enfrentando suas neuras e psicoses. À medida que a trama foi se desenrolando, conseguiu me ganhar de vez.

Não posso contar detalhes sobre a história, pois não quero soltar spoiler, vocês terão que lê-lo. Mas o que posso dizer é que é um livro bem legal, uma ótima opção para quem gosta de histórias leves, porém com certa carga emocional, e com bastante reflexões sobre o comportamento das pessoas em relação as diferenças e limitações de cada um.

Apesar de não ter sido tão arrebatador quanto eu pensava, Amy e Matthew cumpriu bem seu papel e foi uma leitura super gostosa e comovente. Com certeza recomendo!!!

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